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"É bom que você entenda que arte - e aqui me refiro especificamente à música - não é uma questão de gosto. Temos de exercitar nossa compreensão, ou seja, é preciso que nosso entendimento emocional seja bem desenvolvido, através da nossa sensibilidade"

Olmir Stocker "Alemão"

Moacir Santos – The Maestro

No começo dos anos 1970, os Beatles tinham pendurado as chuteiras e deixado um grande vazio na alma da rapaziada que passou, então, começamos a ouvir música progressiva importada. Era legal, mas, pra mim, tava faltando alguma coisa.

No começo dos anos 1970, os Beatles tinham pendurado as chuteiras e deixado um grande vazio na alma da rapaziada que passou, então, começamos a ouvir música progressiva importada. Era legal, mas, pra mim, tava faltando alguma coisa.

Um dia, meu brother e vizinho de frente Duda Neves, apareceu com um disco, “The Maestro”, do Moacir Santos. Começamos a ouvir, a ouvir de novo, e de novo, e aquilo se tornou um hábito, quase um vício. Foi como se aquele vazio estivesse sendo preenchido.

Aquela música era, pra nós, um universo totalmente novo, mas com uma raiz muito familiar, era a genética afro-brasileira que começava a  manifestar-se na alma da gente, pobres jovens habitantes de um país colonizado e sob ditadura militar.

A delicadeza das melodias principais, a rítmica sofisticada e os inspiradíssimos contracantos dos arranjos se fundiam num conjunto maravilhoso  e colorido, diferente de tudo que já tínhamos ouvido.

Pensava eu: “será que um dia terei o prazer de conhecer esse Maestro e, quem sabe, ter uma aula com ele? Seria o máximo!!!”

Bem, o tempo foi passando, as coisas acontecendo, até que fomos pra LA, em 1982, gravar o disco “Luz” com Djavan, e insistimos, Zé  Nogueira (saxofonista da Sururu de Capote), e eu – ambos fanzocas do Maestro –, pra que ele, Djavan, o convidasse a fazer um dos arranjos  do disco. Deu certo!  O Maestro escreveu uma joia, uma obra-prima sobre a base já gravada de “Capim”, composição de Djavan.

Convido vocês a desfrutarem da genialidade deste maestro que foi e tem sido minha maior inspiração e meu grande guru desde aqueles tempos!

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Sizão Machado

Sizão Machado

Criador de uma linguagem musical única, que vai muito além do universo de seu instrumento, o contrabaixista Sizão Machado é reconhecido nacional e internacionalmente, por suas atuações ao lado de Chet Baker, Herbie Mann, Elis Regina, Cesar Camargo Mariano, Jim Hall, Chico Buarque, Dori Caymmi, Djavan, Milton Nascimento, Dionne Warwick, Ivan Lins, Joyce, Guilherme Vergueiro, Flora Purim & Airto Moreira, Roberto Menescal, Noite Ilustrada, Jean & Paulo Garfunkel, Família Jobim, Paulo César Pinheiro, Heraldo do Monte, Paul Winter, Hendrick Merkins e muitos outros, imprimindo sempre sua marca por onde toca.

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