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"É bom que você entenda que arte - e aqui me refiro especificamente à música - não é uma questão de gosto. Temos de exercitar nossa compreensão, ou seja, é preciso que nosso entendimento emocional seja bem desenvolvido, através da nossa sensibilidade"

Olmir Stocker "Alemão"

Os 5+ segundo Duda Neves

Só mais um? Permitam-me mais dois?

Os 5 +.

Contar nos dedos de uma mão os mais significativos LPs que fizeram parte de nossas vidas não é fácil não. Prometo que na próxima crônica escrevo mais cinco. Não tem jeito, é muita Música na vida da gente e, a cada minuto, me vem uma lembrança. Bom, não em jeito, são só cinco.

 

1 – IN A GADDA DA VIDA – IRON BUTTERFLY

Esse LP está no meu sangue pois foi o primeiro LP que ouvi onde tinha um solo de bateria. O primeiro a gente não esquece. Eu devia ter uns 12 anos e o Alfredo, um baterista de outra tchurma, que morava em Pinheiros era o único ser do planeta que apareceu com essa bolacha. A gente saía de casa e ia andando atrás prá ouvir o tesouro. E para ouvir tinha que ir ao vivo na casa dele, nem gravador portátil existia p´ra levar uma cópia prá casa. Para mim, antológico, histórico. e um tema com 17 minutos era muito diferente. E deixar de lado todos os discos do Led Zeppelin, Deep Purple, ELP, Yes, Gentle Giant e outras bandaças de Rock da época? Difícil. Esse álbum é considerado um marco na indústria fonográfica da História da Música pois trouxe uma serie de novidades e na minha concepção uma “fusão” com outros elementos e linguagem para um quarteto popular de Rock. George Martin, o 5o Beatle, colocou novas cores no trabalho dos cabeludos. Toco todas. Na batera, no baixo,na guitarra. E canto também, rs.

 

 

2 –  Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band – The Beatles

Esse álbum é considerado um marco na indústria fonográfica da História da Música pois trouxe uma serie de novidades e na minha concepção uma “fusão” com outros elementos e linguagem para um quarteto popular de Rock. George Martin, o 5o Beatle, colocou novas cores no trabalho dos cabeludos. Toco todas. Na batera, no baixo, na guitarra. E canto também, rs.

 

3 – Live Evil – Miles Davis

Dia iluminado: ouvir esse trabalho do Miles Davis a primeira vez a gente também não esquece. Minha concepção de Música abriu em infinitos horizontes: uma quebradeira total, Free Jazz, Jazz Rock, manifestação livre do espírito musical criativo do Jazz com os anjos mandando ver. Lembro que eram tardes envolvidas com esse som diferente e cheeeeeeio de informação. ouvir hoje é sentir que o vocabulário encrustou na pele.

Link do som, e é ao vivo, ouvi pela primeira vez John MacLaughlin, Chick Corea, Hermeto, De Johnette, Airto, foi dose.

 

 

4 – MATITA PERÊ – TOM JOBIM

Para comentar sobre esse trabalho tenho certeza que irão me faltar adjetivos para definir o que esse encantamento provocou em minha vida: comecei a estudar mais bateria, piano, violão, as harmonias e melodias desse trabalho me deixaram em Alpha, viagem. Escuto sempre. me eleva, me faz sentir a brasilidade. A partir daí meu coração bateu verde e amarelo e passei a respirar o que tínhamos de melhor em nossa MIB (Música Instrumental Brasileira) como Edson Machado, Airto Moreira, Chick Corea, e o movimento da Bossa Nova e Tropicália na época brilhando. Salve Tom Jobim!!

 

5 – Só mais um? Permitam-me mais dois?

Pensando aqui com minhas baquetas, em termos de LP, de ritual de audição com os amigos e como trabalho que foi significativo em minha vida e formação, mando:

BIRDS OF FIRE – MAHAVISHNU ORCHESTRA

Assisti por acaso esse show em Munique em 1973 sem saber o que me esperava. Ouçam e imaginem o furação que passou pela cabeça de um moleque de 19 anos, que “amava os Beatles os Rolling Stones”, ouvindo ao vivo essa cacetada. Atordoou. Linguagem nova, Mr Billy Cobham ali na minha frente, emocionante. Escrevi uma resenha aqui no Vinil Review.  Dêem uma sapeada lá. Andava com o LP embaixo do braço. Comprei na saída do show e fiz a cabeça de muitos amigos na época. E hoje é fácilzinho: 

THE LEPPERCHAUN – CHICK COREA

Trabalho que marcante nos canteiros do Tempo: inguagem Fusion, unindo o Jazz com o Rock, o Jazz com a Música Erudita e com uma magistral interpretação de Steve Gadd na bateria. Mudou muito meu conceito de Música, de arranjo, de bateria, disco antológico e maravilhoso.

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Duda Neves

Duda Neves

Nascido Eduardo Augusto Neves, em 5 de Novembro de 1953 em São Paulo, Capital, é reconhecido pela crítica especializada e pelo público em geral, como um de nossos melhores instrumentistas. A revista francesa “Jazz Hot” o apontou em 1990 como um dos melhores bateristas de Jazz do mundo e a revista “Bizz” como um de nossos melhores bateristas. Toca Bateria profissionalmente desde os 12 anos de idade já tendo trabalhado com Simone, Belchior, Fábio Jr., Jorge Benjor, Tetê Espíndola, Tim Maia, João Donato, Edu Lobo, Arrigo Barnabé entre outros. Morou em Nova York nos Estados Unidos na década de 80 onde tocou com grandes nomes do Jazz como Charlie Rouse, Don Salvador, Dom Um Romão, Nana Vasconcelos, Raul de Souza, Guilherme Vergueiro, Márcio Montarroyos, entre outros.

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