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"É bom que você entenda que arte - e aqui me refiro especificamente à música - não é uma questão de gosto. Temos de exercitar nossa compreensão, ou seja, é preciso que nosso entendimento emocional seja bem desenvolvido, através da nossa sensibilidade"

Olmir Stocker "Alemão"

Peter Green – In The Skies

O disco marca o retorno de um período difícil na vida do músico

O disco marca o retorno de um período difícil na vida do músico, uma aura de paz e tranquilidade, envolve todo o álbum, com exceção de “A Fool No More” um blues lento e melancólico, parecido com os primeiros trabalhos no Fleetwood Mac. A voz de Peter Green nessa música está muito bem gravada ( Creole records) destacando ainda mais o tom comovente e sincero de seu estilo de cantar.

A faixa título “In The Skies” tem um significado de volta por cima, uma catarse que permitiu ao músico seguir em frente. A canção tem uma levada latina que lembra “Abraxas (Santana) “mas, os créditos para a guitarra solo vão para Snowy White (Thin Lizzy), que tocou também em” Slabo day “. Há quem acredite que na verdade ele tocou em todas as faixas e Peter Green só assinou o nome, esse que escreve não acredita nisso e acha que as pessoas adoram a teoria da conspiração, mas se alguém provar o contrário a gente volta atrás.

A voz de Peter Green na faixa convence, ela flui, vontade de só reclinar a poltrona e Peter Green no controle, não  vou discutir o tom religioso da letra influenciado por sua esposa, isso vai de cada um , o cara tava saindo  de uma temporada no inferno e surgir com um álbum desse nível traz credibilidade  e autoridade, muitos ficaram pelo caminho. Slabo Day é uma peça construída sobre um Riff, na verdade um mantra que pela força da repetição hipnotiza o ouvinte, fundo perfeito para a guitarra de   Snowy White.

O  solo é cheio de notas longas criando climas, a intensidade hora aumenta, hora baixa, nada brusco que faça você despertar do transe, ao contrário, faz parte da trama. Tenho a impressão que Mark Knopfler em “Brothers in arms” buscou o mesmo efeito.

Ao fundo começa o órgão, bem sutil que me lembra John Paul Jones em “Thank you”e é com ele que a música vai terminando, devagar…

Ao lado de Eric Clapton, Peter Green é um grande expoente do Blues Rock britânico. Ah! tem também o Rory Gallagher, da vizinha independente Irlanda.

 

 

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João Carlos Fávaro

João Carlos Fávaro

Produtor Executivo (BIM – Vinil Review – Na Agulha do Vinil) Dos meus discos de Vinil acumulados em muitos anos de garimpagem em lojas, feiras e recentemente pela internet e acreditar no poder transformador da música, é que resolvi criar esse projeto de divulgação e valorização da música e de quem faz a música. Atrás de um grande álbum tem toda uma história de dedicação de pessoas. Do músico que passou anos se dedicando ao seu instrumento, do Produtor, do Engº de som, enfim.... teve a contribuição de muita gente. Comecei com uma ideia e a disposição de tirá-la do papel, daí surgiram os projetos Vinil Review de qual sou cofundador, Na Agulhado Vinil e agora o BIM. Só consegui isso pela dedicação e amor pela música de nossos parceiros.

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