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"É bom que você entenda que arte - e aqui me refiro especificamente à música - não é uma questão de gosto. Temos de exercitar nossa compreensão, ou seja, é preciso que nosso entendimento emocional seja bem desenvolvido, através da nossa sensibilidade"

Olmir Stocker "Alemão"

Steely Dan arregimentou um guitarrista ilustre para Kid Charlemagne

 O solo é construído sobre perguntas e respostas, idas e vindas e licks matadores, nota-se no final do 1º solo, uma técnica de “tapping

Não dá para falar da música sem mencionar a guitarra de Larry Carlton, é uma música dentro da música, tem vida própria.O solo é curto mas conta uma história, tem princípio, meio e fim. Pois é, Larry Carlton usou sua Gibson ES 335(“Mr 335”), tá tudo lá, disse ao que veio, nota 10.

Donald Fagen era um control freak, nas sessões de gravação exigia que um músico repetisse inúmeras vezes a mesma parte até chegar ao nível requisitado, Larry ao que parece gravou o solo em 2 takes e o solo final foi um improviso, uau!  O solo é construído sobre perguntas e respostas, idas e vindas e licks matadores, nota-se no final do 1º solo, uma técnica de “tapping.  É um solo que transmite segurança e controle absolutos, os detalhes estão nos microtons, nada sai fora do trilho, não é enfadonho, tudo feito em menos de 1 minuto.   Esse solo agrada aos ouvidos de uma gama heterogênea de público, mais de 100 músicos já passaram pela banda mas Larry Carlton deixou sua marca.

Walter Becker and Donald Fagen

Quem toca bateria nessa música é Bernard Purdie, músico que já gravou com todo mundo (BB King,Aretha Franklin,Larry Coryell, Miles Davis, Hall & Oates, Al Kooper, Herbie Mann, Todd Rundgren ,Cat Stevens, James Brown, Isac Hayes….) e era conhecido como ” The funkiest soul beat in the business”, o cara tem muita história para contar e quem quiser saber mais, tem um livro no mercado, veja aqui.

Assim como Owsley Stanley o “alquimista” que inspirou o título dessa canção, Steely Dan a seu modo manipulou notas musicais, timbres, músicos, equipamentos e ritmos, de forma que a fórmula é um sucesso. Is threre gas in the car?

A parceria Walter Becker and Donald Fagen data dos tempos de colégio nos anos 60′, começou como uma banda de Rock mas com o passar dos anos a banda já não cabia mais nesse título. No auge da popularidade largaram a estrada e se concentraram no trabalho de estúdio, arregimentando os melhores músicos para  tocarem em seus álbuns. A música do Steely Dan tem apelo popular mas é sofisticada e nada está lá por acaso, cada detalhe foi incansavelmente planejado e é nos detalhes que eles triunfaram. A banda agrada até o mais exigente ouvinte. Quem extremo bom gosto tem essa dupla!

Curiosidades

Owsley Stanley III, Eng° Eletrônico, Químico, conhecido pela alcunha “Bear”, foi quem inspirou a letra da música “Kid Charlemagne “. Ele foi quem criou o logo  ”Stealy”, aquele com o raio e caveira para o Grateful Dead. Foi o maior fornecedor de LSD em São Francisco, tendo clientes ilustres como Hendrix, John Lennon, Jerry Garcia e muitos outros músicos, mas muitos mesmo! No trecho da música “You are obsolete/Look at all the white men on the street” possivelmente é uma referência a ascensão da cocaína após a proibição do LSD. 

” Is There Gas in the Car”:Esse trecho refere-se a um incidente em que “Bear ” teve problemas com a polícia após o carro que ele estava ficar sem gasolina – Que vacilo! 

” The best in Town” referindo-se a qualidade da mercadoria que OWSLEY STANLEY fabricava.

 

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João Carlos Fávaro

João Carlos Fávaro

Produtor Executivo (BIM – Vinil Review – Na Agulha do Vinil) Dos meus discos de Vinil acumulados em muitos anos de garimpagem em lojas, feiras e recentemente pela internet e acreditar no poder transformador da música, é que resolvi criar esse projeto de divulgação e valorização da música e de quem faz a música. Atrás de um grande álbum tem toda uma história de dedicação de pessoas. Do músico que passou anos se dedicando ao seu instrumento, do Produtor, do Engº de som, enfim.... teve a contribuição de muita gente. Comecei com uma ideia e a disposição de tirá-la do papel, daí surgiram os projetos Vinil Review de qual sou cofundador, Na Agulhado Vinil e agora o BIM. Só consegui isso pela dedicação e amor pela música de nossos parceiros.

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