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"É bom que você entenda que arte - e aqui me refiro especificamente à música - não é uma questão de gosto. Temos de exercitar nossa compreensão, ou seja, é preciso que nosso entendimento emocional seja bem desenvolvido, através da nossa sensibilidade"

Olmir Stocker "Alemão"

Frank Zappa – Orchestral Favorites

Zappa não tem fãs e sim uma legião de soldados, prontos a defender sua obra, mesmo que não tenham entendido nem o primeiro compasso...

Esse álbum gravado em 1974/75 e lançado somente 4 anos depois, jogou um balde de água fria nos fãs que estavam mal acostumados com os discos anteriores influenciados pelo Rock e tendo a guitarra como protagonista, mas

Zappa não tem fãs e sim uma legião de soldados, prontos a defender sua obra, mesmo que não tenham entendido nem o primeiro compasso e secretamente prefeririam ter jogado o disco no lixo, deixam empoeirando na estante, porque afinal é um “Zappa”.

O disco tem 5 faixas compostas para orquestra, daqui há 100 anos, essas e outras composições do gênero, serão o maior legado de Frank Zappa. O disco não é fácil de digerir, principalmente se for analisar a obra comparando com outros trabalhos do compositor, eu prefiro analisar a obra isoladamente, ou ela é boa ou não é, independe de outros álbuns para chegar a essa conclusão.

Escolhi “Duke of Prunes”, lançado originalmente no álbum “Absolutely Free”, que mostra um combo de Rock interagindo com a orquestra de 37 músicos. Digo interagindo por que é diferente de quando se contrata uma orquestra para sustentar um acorde ao fundo, para a banda tocar exatamente a mesma coisa que tocariam se estivessem sozinhos, daí lançam um DVD.

Quando a música começa, Terry Bozzio já ganha a minha atenção se impondo com a levada da bateria, cheia de variações na marcação do tempo, seguindo assim por toda a primeira parte. Um novo tema, chega como que sobrevoando, dando à música uma sensação de leveza, revelando toda a sutileza e colorido dos instrumentos e abrindo caminho para a guitarra. Vibrando as cordas, com um belo timbre de distorção e volume no ponto certo, chegam os feedbacks, sofisticados e que habilmente controlados, gelam a espinha! Continuam assim, criando climas. Utilizando a mesma técnica sobre notas ou sobre acordes, Zappa construiu todo solo sobre feedbacks, sempre sob seu julgo.

Esse disco não tem apelo comercial algum, a começar pela capa de gosto duvidoso, de responsabilidade da Warner Bros que já estava em litígio com Frank Zappa, mas principalmente porque no momento da obra ser concebida, o compositor não leva em consideração se irá agradar ao público, se tiver boa aceitação, ótimo, mas a composição serve ao propósito de satisfazer as necessidades artísticas do autor.

Vale a pena insistir na audição do disco, comece por Duke of Prunes, a recompensa virá! Se não funcionar, volta para o Bobby Brown que tá valendo também. Convido-o a assistir a animação com “massinhas” abaixo:

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João Carlos Fávaro

João Carlos Fávaro

Produtor Executivo (BIM – Vinil Review – Na Agulha do Vinil) Dos meus discos de Vinil acumulados em muitos anos de garimpagem em lojas, feiras e recentemente pela internet e acreditar no poder transformador da música, é que resolvi criar esse projeto de divulgação e valorização da música e de quem faz a música. Atrás de um grande álbum tem toda uma história de dedicação de pessoas. Do músico que passou anos se dedicando ao seu instrumento, do Produtor, do Engº de som, enfim.... teve a contribuição de muita gente. Comecei com uma ideia e a disposição de tirá-la do papel, daí surgiram os projetos Vinil Review de qual sou cofundador, Na Agulhado Vinil e agora o BIM. Só consegui isso pela dedicação e amor pela música de nossos parceiros.

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